CD Fotografias - 2012

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Arte de Rua

Max Gonzaga

Seu corpo nu
Sim, desejei
Depois do hap, hip-hop que cantei
Seu corpo nu
Devorarei
Depois do paint body, street dance… and days


Quero grafitar sobre seus muros
Ser o acrobata que atravessa o arco de facas
Ser o andino que toca sampoña em som high tech
E testemunhar o movimento da estátua viva
No momento em que a moeda cai
Então vem me beijar, porque vai ser (2x)


Um pra provocar
Dois pra seduzir
Três que é pra casar
Contigo arte de rua
Livre, nua e crua

 

Beijo ligeiro

Max Gonzaga

Eu sinto muito se meu beijo foi muito ligeiro
Eu sinto se o meu cabelo te incomoda o tempo inteiro
Eu sinto se você não gosta desta blusa
Eu já não me importo mais com o que você não gosta
O cabelo armado não é seu
O decote ousado não é seu
E até o beijo que eu lhe dei
É meu


Eu sinto se nosso relacionamento lhe sufoca
Eu sinto se nos argumentos você sempre se equivoca
Eu sinto você não gostar dos meus amigos
Eu já não sei mais porque você está comigo
Se lhe falta o ar, problema seu
Se vai se isolar, problema seu
Porque o beijo ligeiro que eu lhe dei
Foi de Adeus


Hoje quando canto, danço e mexo a cintura
Tô nem aí mais pra sua censura


Com a sua arquitetura
Com a sua ditadura
Com a sua cara dura
Vê se se manca sujeito

 

Cachorro Louco

Max Gonzaga

Mano semi-suicída
Vou ter sorte se chegar inteiro
Voo baixo na avenida
Corto os carros
Subo no canteiro
Você diz que me odeia quando me vê em ação
Mas acha confortável ter a pizza no portão
Cuidado não me feche se não “lá vai retrovisor”
Mas caso precisar estarei sempre ao seu dispor
Por isso nunca diga que me odeia
Pois um dia fatalmente
Vou entregar uma encomendo pro senhor, doutor.

 

Carpe Diem

Max Gonzaga

Quero ser personagem do cinema e da TV
Perpétuo na literatura e sempre que se vê
Não só nas releituras, mas na arte de viver
You know, I know the life is short
And forever I want reborn
Displicente com o tempo e insolente pra morrer
You know, I know the life is short
From today die never more
Descontente com a idade mas...
Pra sempre a celebrar
Mas não me iludo
Eu não mereço
Com os meus defeitos
Meus preconceitos
Meu egoísmo
Meus desafetos que nunca vou perdoar
Mas não me iludo e canto bem forte
Amo bem fundo
Dou gargalhadas
Faço ironias
Com os meus amigos ouço e quero falar
Já que sei que não serei (2x)
Tal qual o sol que nasce todo dia e nunca morre
O dente novo que desponta rasgando a gengiva
Que nem a lua que de cheia, míngua e cresce nova
Que nem o rio que é sempre nascente lá na serra
Life is short

 

 

 

 

Cascavel

Max Gonzaga

Eu sou João de Santo Cristo
O Ébrio de Vicente Celestino
Sou eu o algoz de Matogrosso e Adoniran
Sou aquele que não sabe o que diz
Não sou tão terrível quanto o Rei
E eu sei de cor a cartilha do bom moço
Prefiro ser o rei da confusão, como João
E não levar flores à cova do inimigo
E ser apenas um rapaz latino americano
Mustang cor de sangue em rota de colisão
Gení, o zepelim cheia de bosta e malandragem
A síntese de todos os vilões
Alguém tem que ter piedade de um filho de Deus
Que sempre viveu na maldade e a verdade da vida o fez assim
A pele pura melanina
É oque me destina a ser sempre réu
Pois sou João dos Santos, vulgo Nêgo Dito
Eu sou Cascavel
Alguém tem que ter piedade de um filho de Deus
Que sempre viveu na maldade e a verdade da vida o fez assim
Tempo passará, passará
Corra e colha
O fruto de sua escolha
Pois sou João dos Santos, vulgo Nêgo Dito
Eu sou Cascavel

Confessionário

Max Gonzaga

Eu peço perdão
Ao homem da cruz
Eu sou libriano
E temente a Jesus
Mas às vezes frequento bordel
Nunca ponho trocado em chapéu
Puxo o saco e tapete pra ser funcionário fiel
Nas festinhas de amigos
Fumo pra distrair
Prejudico ninguém
Quero me divertir
Sou um pai de família exemplar
Ponho a mesa, preparo o jantar
Minha fala nos confessionários é breve demais
Não tenho nada pra dizer
Tudo pra pedir
Nada a oferecer
Eu só tenho o meu destino
Que ao que me consta já é seu
Eu não reconheço meus filhos bastardos
Não dou de comer e nem pago pensão
Eu canto na igreja e sou agiota
Mas pago meu dízimo e quero perdão
Eu sou gente fina

 

Criaturas Urbanas

Max Gonzaga

Sou capeta dos rodamoinhos de CO²
Curupira guardião de arbusto e roedor
Yara que cantando atrai moleque ao chafariz
Fio Boi Tatá cuspo faísca em temporal
Porque eu sou marginal
Ilegal
Imoral
Sou letal
Saci Pererê saltando carros no sinal
Boto no encontro entre o Pinheiros e o Tietê
Sou papai Noel de Shopping, barba de algodão
Em Abril viro coelho, ovo em promoção
Mas não sou do cinema o Lobisomem em 3D
Nem o Conde Drácula com pinta de galã
Porque eu sou marginal
Ilegal
Imoral
Sou letal
Mula sem cabeça se o celibato não acabar

Fotografias

Max Gonzaga

Em abril, minha vida vai mudar
Graças a Deus,
O outono vai chegar
Eu quero ver o sol do meio dia
Parecer ser sete da manhã
Que é pra poder tirar fotografias
Das faces da cidade na estação
A onda de vento que espalha seu cabelo
Quando vem chegando o trem do metrô
As motocicletas que seguem sirenes
Que abrem caminhos no tráfego
Grafia bem estilizada pichada no alto do arranha-céu
A triste história em bilhete com bala enganchada no retrovisor
As pombas que vem em revoadas e defecam nas fachadas
Fazem ninho em peitoris
O som do seu salto sobre o ladrilho hidráulico
Assentado nos mosaicos da Paulista
Cardápio com prato do dia em lousa na calçada
Escrita com giz
O rio de luzes de freios que vai do obelisco
Ao Anhangabaú
Em abril, minha vida vai mudar
Graças a Deus,
O outono vai chegar
Em Abril...

 

 

Rumo ao sul

Max Gonzaga

Rumo ao sul
Pluna no ar
Vou viajar
Aunque nunca yo tienga Le dito adiós
Rumo ao sul
Cieloraso romper
Mientra extraño tu ojos
Nuetro hijo acostado en nosotros dos
Chamámelo quiero le saludar
Y ser gracioso pra risa escuchar
Um beijo de espremer bochechas
Quero lhe dar
Um abraço de quebrar costelas
Vou receber
Para quando estiver em
Las Cañas, Fray Bentos, Montevideo
Me lembrar de vocês

Serenata para a moça do 1301

Álvaro Cueva

Uma serenata feita aos pés de um espigão
Talvez não chegue ao seu andar
Treze pavimentos e eu aqui ao rés do chão
Mas cheio de boa intenção
Vejo essa fumaça
Vejo os carros ao redor
E atrás, um imenso outdoor
Se por mais que eu faça
Não lhe toca o coração
A culpa é da poluição
Se não errei o endereço
E me virei no avesso
Pra arranjar esse botão de flor
Se fui romântico a bessa
Então escute essa peça
Assim que passe o camburão
Até já sinto dor no coração
Fui safenado mas não leve a mal
Já superei a minha inibição
Faço seresta em era terminal
Lua de prata, por trás da fumaça
Pigarros de um neo-trovador
Minha garganta de lata
Não alcança essa Gata
Eu mando a fita pelo elevador
Uma serenata feita aos pés de um espigão
De certo não vai escutar
Treze pavimentos, já três horas de canção
Com o saco cheio de boa intenção

 

 

Zumbaia

Max Gonzaga

Pra você que não chegou
Pra você que nem saiu
Pra você que se atrasou
E nem convidado foi
Bom dia!
Pra você que se omitiu
Prometeu mas não honrou
Pra imprensa que errou
Mas jamais se retratou
Bom dia!
Minha zumbaia é como o top tomara que caia
Na pseudo loura linda
Bailarina de axé
Pra você que condenou
Pela classe ou pela cor
Pra quem não colaborou
E mesmo assim quer desfrutar
Bom dia!
Pro poder que abusou
Pra potência que invadiu
Pro xiita que explodiu
Pro craque que amarelou
Bom dia!
Minha zumbaia é como
O top tomara que caia
Na pseudo loura linda
Bailarina de axé

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